Unipampa abre inscrições para mestrados e doutorado

Programa de Pós-graduação em Ciências Farmacêuticas

Nível: mestrado acadêmico

Campus: Uruguaiana

Período de Inscrições: de 06/05 até 31/05/2024

Local para Inscrições: Sistema Guri

Vagas: 10 vagas

Edital nº: 177/2024

Programa de Pós-graduação em Educação em Ciências: Química da Vida e Saúde

Nível: mestrado e doutorado acadêmico

Campus: Uruguaiana

Período de Inscrições: de 07/05 até 17/05/2024

Local para Inscrições: Sistema Guri (mestrado) e Sistema Guri (doutorado)

Vagas: 20 vagas para o mestrado; 12 vagas para o doutorado

Editais: nº 200/2024 (mestrado); nº 199/2024 (doutorado)

Programa de Pós-graduação em Bioquímica

Nível: mestrado e doutorado acadêmico

Campus: Uruguaiana

Período de Inscrições: de 09/05 até 26/05/2024

Local para Inscrições: Sistema Guri (mestrado) e Sistema Guri (doutorado)

Vagas: 10 vagas para o mestrado; 10 vagas para o doutorado

Edital nº: 212/2024

Notícia originalmente publicada em bage24horas

Anunciadas as vencedoras do Prêmio Mulheres Brasileiras na Química 2024

WASHINGTON, 13 de maio de 2024 — A American Chemical Society (ACS) e a Sociedade Brasileira de Química (SBQ) têm o prazer de anunciar as vencedoras do 7º Prêmio Mulheres Brasileiras na Química. Os prêmios serão entregues no dia 24 de maio, na 47ª Reunião Anual da SBQ, em Águas de Lindoia, SP.

O “Prêmio Mulheres Brasileiras na Química” tem como objetivo promover a igualdade de gênero, com foco na comunidade química brasileira, e reconhecer o impacto da diversidade na pesquisa científica em Química. Assim, o prêmio busca reconhecer mulheres cientistas com contribuições relevantes e pesquisas de destaque em Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática (STEM).

Líder Emergente em Química: Elisama Vieira dos Santos

Esse prêmio reconhece as realizações de uma jovem cientista ou empreendedora notável em Química. Elisama é professora associada no Departamento de Química da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Sua pesquisa se concentra no desenvolvimento de processos eletroquímicos para um ambiente mais limpo, usando hidrogênio verde como vetor de energia para processos eletroquímicos. Palestras e eventos sociais conduzidos por Elisama centram-se na divulgação científica e ações pela igualdade de gênero. Suas realizações incluem a autoria de mais de 100 artigos publicados, a realização de mais de 135 apresentações em congressos nacionais e internacionais e o depósito de uma patente. Ela é membro afiliado da Academia Brasileira de Ciências.

Liderança Acadêmica: Lucia Helena Mascaro

Esse prêmio reconhece uma mulher com uma formação estabelecida na academia e cuja contribuição para a pesquisa científica em Química tem um impacto global e social. Lucia é professora titular no Departamento de Química da Universidade Federal de São Carlos. Atua também como pesquisadora associada do Centro de Desenvolvimento de Materiais Funcionais (sediado na UFSCar) e do Centro de Inovação em Novas Energias (sediado na Unicamp) e é editora associada da Química Nova. É especialista em Físico-Química, com foco em Eletroquímica: produção de hidrogênio, fotoeletrocatálise, eletrodeposição de ligas metálicas e semicondutores e corrosão. Ocupou cargos de liderança em várias sociedades de Química e coordena projetos em energia e sustentabilidade financiados por várias agências governamentais brasileiras. Orientou dezenas de estudantes de graduação e pós-graduação.

Os prêmios são oferecidos pela ACS e pela SBQ e patrocinados pelo CAS e ACS Publications, divisões da American Chemical Society. Cada vencedora receberá um prêmio em dinheiro de US$ 2.000, um ID SciFinder válido por um ano, um ano de associação à ACS e à SBQ, um certificado de premiação em inglês, uma placa de homenagem em português e uma assinatura de curso através do ACS Institute.

Sobre a American Chemical Society:

A American Chemical Society é uma organização sem fins lucrativos registrada pelo Congresso dos Estados Unidos. Com mais de 200 mil indivíduos, a ACS é a maior sociedade científica do mundo. Para obter mais informações, visite acs.org.

Sobre a Sociedade Brasileira de Química:

A Sociedade Brasileira de Química (SBQ) foi fundada em 1977 com o objetivo de promover o desenvolvimento e a disseminação do conhecimento em Química no Brasil. Para obter mais informações, visite sbq.org.br.

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ACS

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SBQ

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Cientistas do Brasil e da Índia criam tratamento promissor contra tumores sólidos

Agência FAPESP* –Ricardo Muniz | Agência FAPESP – Artigo publicado recentemente no Journal of Controlled Release detalha o resultado de colaboração científica internacional que desenvolveu uma alternativa para o tratamento dos tumores sólidos por meio da inibição do chamado microambiente tumoral inflamatório (tumour microenvironment ou TME).

Tumores sólidos costumam ser os tipos de câncer de tratamento mais desafiador por causa da dificuldade de penetração dos fármacos. O microambiente tumoral inflamatório, onde os tumores estão alojados, contém várias células e substâncias do próprio paciente que impedem as células de defesa de combater o tumor. “Muitas vezes essas células e moléculas ajudam o tumor a crescer e, por isso, dizemos que ele escapa da vigilância do sistema imune”, explica Lúcia Helena Faccioli, professora titular da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FCFRP-USP) e coordenadora da Central de Quantificação e Identificação de Lipídeos (Ceqil), instalada com apoio da FAPESP por meio do Programa Equipamentos Multiusuários.

“Há sempre um cabo de guerra entre células imunológicas promotoras e inibidoras de tumores no TME, onde metabólitos, mediadores lipídicos, citocinas e quimiocinas desempenham um papel importante no domínio da natureza imunossupressora”, escrevem os autores do artigo, que incluem a pesquisadora Viviani Nardini, do Departamento de Análises Clínicas, Toxicológicas e Bromatológicas da FCFRP-USP, e cientistas de instituições indianas liderados por Avinash Bajaj, chefe do Laboratório de Nanotecnologia e Química Biológica do Centro Regional de Biotecnologia de Faridabad, no estado indiano de Haryana.

A equipe desenvolveu nanomicelas – partículas muito pequenas, medindo entre 1 e 100 nanômetros – compostas de diferentes substâncias e, por isso, chamadas de quimeras. As nanomicelas quiméricas produzidas são compostas por fosfolipídios (NMs), docetaxel (DTX), substância usada para matar as células tumorais, e dexametasona (DEX), um anti-inflamatório muito empregado para diminuir a produção de várias substâncias inflamatórias, como a prostaglandina E2 (PGE2).

Os estudos em animais de laboratório mostraram que essas partículas (NMs+DTX+DEX), ministradas por via intravenosa, foram muito eficientes, diminuindo o tamanho de tumores e aumentando a sobrevida dos animais: os não tratados morrem sempre ao redor de 28-30 dias, mas os tratados sobrevivem até 44-50 dias, explica Faccioli.

“O tratamento induziu uma diminuição superior a cinco vezes no volume do tumor em comparação com tumores não tratados no modelo de câncer de cólon”, detalha Bajaj. As nanomicelas reduziram e alteraram as células presentes ao redor do tumor, aquelas que impedem a ação do sistema imune, favoreceram o aumento de tipos específicos de leucócitos que matam células tumorais e também inibiram a liberação de PGE2, substância inflamatória presente no microambiente tumoral que diminui a ação antitumoral de determinadas células de defesa.

“Embora esses estudos tenham sido feitos em animais, os resultados são muito promissores e abrem possibilidades de estudos em humanos, já que as partículas são formadas por compostos já aprovados para utilização humana”, comemora Faccioli, que realizou seu pós-doutorado no National Heart and Lung Institute da Universidade de Londres.

Além da USP e do laboratório coordenado por Avinash Bajaj, participam da pesquisa o Amity Institute of Integrative Sciences and Health (Haryana), o Departamento de Cirurgia Oncológica do All India Institute of Medical Sciences (Nova Déli), o Instituto Nacional de Imunologia (Nova Déli) e o Instituto Nacional de Genômica Biomédica (Kalyani, Bengala Ocidental).

O artigo Engineered nanomicelles inhibit the tumour progression via abrogating the prostaglandin-mediated immunosuppression pode ser lido em: www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0168365924001615.
 

Tumores sólidos costumam ser os tipos de câncer de tratamento mais desafiador por causa da dificuldade de penetração dos fármacos. O microambiente tumoral inflamatório, onde os tumores estão alojados, contém várias células e substâncias do próprio paciente que impedem as células de defesa de combater o tumor. “Muitas vezes essas células e moléculas ajudam o tumor a crescer e, por isso, dizemos que ele escapa da vigilância do sistema imune”, explica Lúcia Helena Faccioli, professora titular da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FCFRP-USP) e coordenadora da Central de Quantificação e Identificação de Lipídeos (Ceqil), instalada com apoio da FAPESP por meio do Programa Equipamentos Multiusuários.

“Há sempre um cabo de guerra entre células imunológicas promotoras e inibidoras de tumores no TME, onde metabólitos, mediadores lipídicos, citocinas e quimiocinas desempenham um papel importante no domínio da natureza imunossupressora”, escrevem os autores do artigo, que incluem a pesquisadora Viviani Nardini, do Departamento de Análises Clínicas, Toxicológicas e Bromatológicas da FCFRP-USP, e cientistas de instituições indianas liderados por Avinash Bajaj, chefe do Laboratório de Nanotecnologia e Química Biológica do Centro Regional de Biotecnologia de Faridabad, no estado indiano de Haryana.

A equipe desenvolveu nanomicelas – partículas muito pequenas, medindo entre 1 e 100 nanômetros – compostas de diferentes substâncias e, por isso, chamadas de quimeras. As nanomicelas quiméricas produzidas são compostas por fosfolipídios (NMs), docetaxel (DTX), substância usada para matar as células tumorais, e dexametasona (DEX), um anti-inflamatório muito empregado para diminuir a produção de várias substâncias inflamatórias, como a prostaglandina E2 (PGE2).

Os estudos em animais de laboratório mostraram que essas partículas (NMs+DTX+DEX), ministradas por via intravenosa, foram muito eficientes, diminuindo o tamanho de tumores e aumentando a sobrevida dos animais: os não tratados morrem sempre ao redor de 28-30 dias, mas os tratados sobrevivem até 44-50 dias, explica Faccioli.

“O tratamento induziu uma diminuição superior a cinco vezes no volume do tumor em comparação com tumores não tratados no modelo de câncer de cólon”, detalha Bajaj. As nanomicelas reduziram e alteraram as células presentes ao redor do tumor, aquelas que impedem a ação do sistema imune, favoreceram o aumento de tipos específicos de leucócitos que matam células tumorais e também inibiram a liberação de PGE2, substância inflamatória presente no microambiente tumoral que diminui a ação antitumoral de determinadas células de defesa.

“Embora esses estudos tenham sido feitos em animais, os resultados são muito promissores e abrem possibilidades de estudos em humanos, já que as partículas são formadas por compostos já aprovados para utilização humana”, comemora Faccioli, que realizou seu pós-doutorado no National Heart and Lung Institute da Universidade de Londres.

Além da USP e do laboratório coordenado por Avinash Bajaj, participam da pesquisa o Amity Institute of Integrative Sciences and Health (Haryana), o Departamento de Cirurgia Oncológica do All India Institute of Medical Sciences (Nova Déli), o Instituto Nacional de Imunologia (Nova Déli) e o Instituto Nacional de Genômica Biomédica (Kalyani, Bengala Ocidental).

O artigo Engineered nanomicelles inhibit the tumour progression via abrogating the prostaglandin-mediated immunosuppression pode ser lido em: www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0168365924001615.
 

Reportagem publicada originalmente em Agência FAPESP.

Estudos em modelagem simulam medicamento para tuberculose em público pediátrico

O Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz) iniciou o uso de modelagem de simulação computacional para realizar estudos não clínicos em medicamentos pediátricos dispersíveis em água para bebês, crianças e adolescentes. A nova metodologia é inovadora e oferece uma solução para acelerar a comprovação da segurança e da eficácia de medicamentos em diferentes estratos da população pediátrica. A estratégia computacional, chamada de estudo in silico, está sendo utilizada para o desenvolvimento tecnológico de uma nova associação tuberculostática, contendo Isoniazida e Rifampicina com indicação pediátrica. Esse estudo inovador consiste na criação de um modelo de simulação biofarmacêutica baseado em fisiologia, que foi construído a partir de dados históricos de biodisponibilidade tanto da associação em dose fixa combinada de Rifampicina e Isoniazida como da Isoniazida monodroga em adultos e complementado com dados de literatura.

A idealizadora do projeto e responsável pela Divisão de Gestão de Desenvolvimento Tecnológico de Farmanguinhos, Juliana Johansson, explica como foi o processo de estruturação da estratégia in silico. “Utilizamos um arcabouço vasto de informações farmacocinéticas e fisiológicas para a construção deste modelo, no qual a fisiologia humana e os aspectos biofarmacêuticos das moléculas estudadas foram simulados computacionalmente. Coletamos dados do desempenho farmacocinético de medicamentos feitos a partir destas moléculas em adultos e as informações foram utilizadas para construir e validar o modelo. Em seguida, a ferramenta foi aplicada para extrapolar a farmacocinética de ambos os fármacos para os diferentes estratos das populações pediátricas. Assim, foi possível predizer o comportamento da formulação em desenvolvimento no organismo das crianças de diferentes faixas etárias”, detalha.  

A modelagem contribuirá principalmente para verificar a dose correta para cada tipo de público pediátrico, desde os bebês até as crianças em idades pré-escolar e escolar, demonstrando o comportamento dos fármacos em cada organismo. “Não é adequado conduzir os testes clínicos em adultos e assumir como premissa que apenas o ajuste de dose para o peso da criança vai ser suficiente. Quando falamos em crianças, deve-se considerar que esses indivíduos têm uma curva de maturação que apresenta caraterísticas únicas para cada idade. São observadas variações fisiológicas importantes referentes à ontogenia pediátrica, como por exemplo diferenças em tamanhos de órgãos e expressão de enzimas, entre outras variações. Consequentemente, podem ocorrer diferenças no comportamento dos medicamentos.”, conta.

A nova metodologia está sendo utilizada para estudos no medicamento dispersível, que o comprimido dissolve no copo ou colher, favorecendo a aceitação e a ingestão. “O formato dispersível favorece a adesão da criança, sem gerar repulsa para que os comprimidos sejam tomados e reduzindo a falha no tratamento, principalmente na utilização a longo prazo, como é no caso da tuberculose. Outro benefício desta apresentação é que na forma sólida os ativos estão concentrados no comprimido, que é acondicionado em blísteres. Estas embalagens são bem mais leves e menos frágeis do que os vidros para líquidos, então existe toda uma cadeia de logística que se beneficia. Existem vantagens desde a saída da indústria, com o frete do produto, até o próprio manuseio pela família, já que as embalagens de líquidos podem vazar ou quebrar em bolsas ou mochilas. Por fim, a forma sólida tende a ser quimicamente mais estável.”, destaca Juliana. 

O serviço, que já é discutido em âmbito internacional, é prestado pela empresa Simulations Plus, da Califórnia, e realizado em parceria com o Instituto de Ciências Farmacêuticas, de Goiás. Todo o projeto vem sendo avaliado e discutido em todos os pontos, com levantamento de justificativas junto à Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) e em fóruns internacionais.  

Os próximos passos do estudo são a conclusão do desenvolvimento farmacêutico em 2024 e a fabricação do medicamento experimental segundo as Boas Práticas de Fabricação por Farmanguinhos, em 2025. Este novo medicamento será submetido a estudo de farmacocinética in vivo em adultos para gerar as informações que serão extrapoladas in silico pelo modelo para a fisiologia pediátrica. 

A ferramenta in silico para estudos de farmacometria em populações pediátricas foi parte do tema da defesa do doutorado profissional em Gestão, Pesquisa e Desenvolvimento na Indústria Farmacêutica de Farmanguinhos da pesquisadora. Juliana participou da primeira turma, com conclusão em setembro de 2023.

Reportagem publicada originalmente em agencia.fiocruz.br, por Viviane Oliveira (Farmanguinhos)

Unesp de Araraquara divulga concurso para contratação de professor substituto

Com o objetivo de realizar a contratação de um professor substituto, a Universidade Estadual Paulista (Unesp), anuncia a abertura das inscrições de um novo Concurso Público, no Campus de Araraquara.

De acordo com o edital, a vaga é ofertada ao docente da área de Farmácia, no Departamento de Fármacos e Medicamentos da Faculdade de Ciências Farmacêuticas.

Para se inscrever, é necessário possuir graduação completa em nível superior, com Doutorado na área pleiteada.

O salário de Professor Substituto é R$ R$ 2.558,66 (Dois mil, quinhentos e cinquenta e oito reais e sessenta e seis centavos), correspondente à referência MS-3.1, em 12 horas semanais, acrescido de benefícios regulamentados internamente..

Como participar

Os interessados devem se inscrever no período de 17 de abril de 2024 até às 17h do dia 02 de maio de 2024, exclusivamente via internet, no site da Universidade, mediante o pagamento de R$ 192,00 de taxa de participação.

Poderão inscrever-se graduados em curso superior na área de Ciências Biológicas, com pós-graduação em Farmacologia e/ou áreas afins, que tenham título Doutor, na área da disciplina que pretendem lecionar

O edital completo pode ser consultado aqui.

Pesquisadores vão avaliar alimentos nativos do Brasil que podem ajudar na saúde mental

Grupo de Pesquisa Alimentos, Nutrição e Saúde Mental, criado no Instituto de Estudos Avançados da USP, vai estudar alimentos como o guaraná, que já é conhecido por seus efeitos na prevenção e tratamento de doenças crônicas, como as cardiovasculares, câncer, diabetes e obesidade

Investigar o potencial de certos alimentos nativos do Brasil como componentes de um padrão alimentar protetor da saúde mental é o objetivo do Grupo de Pesquisa Alimentos, Nutrição e Saúde Mental, criado em março no Instituto de Estudos Avançados (IEA) da USP. A pesquisa leva em consideração o fato de que já são conhecidos os efeitos desses alimentos na prevenção e no tratamento de Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT), como as cardiovasculares, câncer, diabetes e obesidade. 

Coordenado pelas professoras da USP Elizabeth Aparecida Ferraz da Silva Torres, da Faculdade de Saúde Pública (FSP), e Flávia Mori Sarti, da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH), respectivamente coordenadora e vice-coordenadora, o grupo terá a duração de três anos, com atividades articuladas com parceiros acadêmicos ou não, nacionais e internacionais.

A perspectiva é que os trabalhos resultem em sugestões aos organismos governamentais envolvidos na elaboração de políticas públicas relacionadas com alimentação e saúde mental, além de publicações em veículos acadêmicos e ações de educação alimentar.

As coordenadoras ressaltam que o Transtorno Depressivo Maior (TDM) é uma questão de saúde pública relevante, dada sua prevalência ao longo da vida (de 4,4% a 20% da população em geral). “Estudos adicionais destacam essa enfermidade como uma das principais contribuintes para o impacto econômico relacionado aos gastos com saúde pública e à carga global de doenças projetada para o ano de 2030”.

No entanto, há uma elevada taxa de resistência terapêutica em relação ao TDM, “com notável incidência de suicídio em indivíduos não responsivos ao tratamento”, além de um ônus financeiro elevado para as pessoas nessa condição. Esse quadro impõe, afirmam, a necessidade premente de desenvolvimento de novas alternativas de intervenção terapêutica para a prevenção e controle do TDM.

Na proposta apresentada ao Conselho Deliberativo do IEA para criação do grupo, as pesquisadoras enfatizam que o consumo alimentar e a qualidade da dieta exercem impacto direto na função cerebral, tornando a dieta uma variável modificável para a manutenção da saúde mental, do humor e do desempenho cognitivo. Segundo elas, diversos estudos indicam que certos alimentos nativos do Brasil, como o guaraná, têm participação na redução de risco e controle de Doenças Crônicas Não Transmissíveis, mas, surpreendentemente, dietas como a mediterrânea, a Dash (sigla em inglês para Abordagem Dietética para Controle da Hipertensão) e a fusão das duas, a chamada dieta Mind (sigla em inglês para Intervenção Mediterrânea-Dash para Atraso Neurodegenerativo), não incluem esses alimentos como potenciais promotores da saúde mental.

As coordenadoras destacam que evidências científicas recentes apontam a existência de uma relação direta entre a nutrição ao longo da vida e a saúde mental: “Indicam que a composição, estrutura e função cerebral estão intrinsecamente ligadas à disponibilidade de nutrientes apropriados, que desempenham papéis cruciais em processos metabólicos, incluindo a modulação de hormônios intestinais endógenos, neuropeptídeos, neurotransmissores e a regulação da microbiota intestinal”.

Outro aspecto a ser considerado é a associação entre níveis elevados de mediadores inflamatórios e o surgimento e progressão de transtornos neuropsiquiátricos, logo, compostos com propriedades anti-inflamatórias presentes em alimentos podem ser considerados possíveis auxiliares no controle do TDM, afirmam as pesquisadoras.Diante disso, elas julgam fundamental a condução de estudos com alimentos nativos do país ricos em compostos bioativos (polifenóis, carotenoides, minerais e vitaminas) para que seja definido um padrão alimentar brasileiro. “Isso permitiria a inclusão desses alimentos na rotina alimentar da população, possibilitando a produção de alimentos funcionais e suplementos alimentares que contribuam para a proteção da saúde mental”.

O projeto do grupo inclui a criação de grupos de discussão e a realização de workshops, seminários e webinars, com o objetivo de promover o diálogo intersetorial e a disseminação da educação em saúde. Além das sugestões a serem apresentadas a órgãos públicos, os resultados obtidos deverão resultar em livros técnicos e artigos a serem propostos a revistas científicas de alto impacto. Os trabalhos deverão ter divulgação via séries de podcasts, redes sociais e por intermédio dos meios de comunicações tradicionais.

Coordenação

Elizabeth Torres é professora associada do Departamento de Nutrição da FSP e colaboradora do Departamento de Alimentação e Nutrição Experimental da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP. Atua em quatro linhas de pesquisa da área de ciência e tecnologia de alimentos: lipídios, ácidos graxos, colesterol, fitoesterol e seu produtos de oxidação; antioxidantes e substâncias bioativas; carnes, aves e pescados; microssomos, lipossomos e sistemas-modelo. Flavia Mori Sarti é professora associada da EACH na área de economia e políticas públicas. Seus temas de interesse em pesquisa são: avaliação de tecnologias em saúde; avaliação econômica de programas em saúde; políticas públicas de saúde, alimentação e nutrição; marketing nutricional; cadeias de produção e padrões de consumo de alimentos.

.Por Mauro Bellesa da Assessoria de Comunicação do IEA/USP 

Reportagem publicada originalmente em Jornal.usp.br

CFF lança nova edição de Infarma – Ciências Farmacêuticas

Cadastre-se e acesse gratuitamente os artigos da publicação

Já está disponível o volume 35, nº 4, da publicação do Conselho Federal de Farmácia (CFF), Infarma Ciências Farmacêuticas.

Entre os temas apresentados nesta esta, está a evolução dos estudos acadêmicos sobre Farmácia Clínica no Brasil. A pesquisa “Antibacterianos e Automedicação em Nível Nacional”, fez uma revisão integrativa sobre a automedicação de antibacterianos, demonstrando os impactos para a saúde. Também é apresentada uma revisão da literatura acerca do uso de medicamentos por hipodermóclise no artigo “Hipodermóclise: uma revisão de evidências para auxiliar no cuidado ao paciente crítico”.

Já em outro artigo é feita uma revisão sobre o cuidado farmacêutico ao idoso na assistência domiciliar, em uma pesquisa realizada no Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo. Em Ananindeua, no Pará, o uso de anti-inflamatórios não esteroidais por universitários foi levantado por pesquisadores da Universidade da Amazônia (UNAMA). Finalmente, Schuring et al., analisam o impacto da Farmácia Clínica como temática na produção acadêmica brasileira de 2001 a 2021.

Ainda nesta edição, a Infarma trata sobre a formulação de alisantes capilares no artigo “Identificação e quantificação de formaldeído livre em alisantes capilares”. O texto relata as análises qualitativas, semiquantitativas e quantitativas para formaldeído em amostras de alisamento capilar recolhidas em um salão de beleza da Zona Norte de Porto Alegre, RS. Já o estudo sobre o açaizeiro, buscou investigar a caracterização física, bromatológica e fitoquímica do fruto da Euterpe oleracea Mart.

Clique aqui e leia todos os artigos. Faça seu cadastro.

Notícia publicada originalmente em CFF.org.br

Centro de pesquisa liderado pelo Ital oferece pós-doc em Ciência, Tecnologia e Engenharia de Alimentos na USP

CCD Circula recebe inscrições até 1º de maio para bolsa de 20 meses dedicada à pesquisa de efeitos biológicos de pectinas obtidas de resíduos de frutas. Bolsista atuará em pesquisa abrangendo resíduos de mamão e maracujá.

Liderado pelo Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital-Apta), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, o Centro de Ciência para o Desenvolvimento da Fapesp Soluções para os Resíduos Pós-Consumo: Embalagens e Produtos (CCD Circula) recebe inscrições até 1º de maio para uma bolsa de pós-doutorado em Ciência, Tecnologia e Engenharia de Alimentos. As atividades serão desempenhadas na Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) da Universidade de São Paulo (USP), na capital paulista.

Com início previsto para 1º de junho e duração de 20 meses, a bolsa mensal de R$ 9.047,40 se destina à execução de projeto dedicado à determinação dos principais efeitos biológicos de frações ricas em pectinas obtidas de resíduos de frutas de grande comércio e da indústria de sucos, sob responsabilidade do docente e pesquisador João Paulo Fabi. O valor será pago pelo Ital via Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa do Agronegócio (Fundepag).

Podem se candidatar doutores em áreas biológicas e em Engenharia de Alimentos com conhecimento de estatística básica, habilidade de comunicação e escrita em inglês e comprometimento com pesquisa, organização e trabalho em equipe, sendo dada a preferência para quem tiver experiência com experimentos in vitro (digestão, fermentação e células humanas).

Para se candidatar, é preciso enviar e-mail para jpfabi@usp.br, contendo em anexo históricos completos de graduação e pós-graduação, súmula curricular (modelo Fapesp), Currículo Lattes, carta de apresentação com motivo do interesse e breve relato de sua experiência (máximo de duas páginas) e dois contatos (e-mail) de recomendação. Após avaliação documental, pré-selecionados passarão por entrevista on-line, que determinará o resultado do processo seletivo.

Sobre o CCD Circula

Centro de Ciência para o Desenvolvimento (CCD) aprovado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) com financiamento público-privado, o CCD Circula integra 90 profissionais de nove instituições brasileiras de ensino e pesquisa em busca de soluções nacionais inovadoras para a redução e revalorização de resíduos de produtos e embalagens após o consumo.

Com base nos princípios da economia circular e nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs), a experiente equipe multidisciplinar do CCD Circula visa gerar e difundir conhecimento aplicado de interesse do setor produtivo e da sociedade para reduzir ou eliminar o impacto negativo dos resíduos pós-consumo através de inovações tecnológicas, sociais, de modelos de negócio e de proposições de políticas públicas.

O CCD Circula tem como integrantes pesquisadores do Centro de Tecnologia de Embalagem (Cetea) do Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital/Apta/SAA), instituição sede, da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (FGV Eaesp), do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), da Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos (FZEA) da Universidade de São Paulo (USP) Pirassununga, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP São Paulo, do Instituto de Química (IQ) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), do Laboratório Nacional de Nanotecnologia (LNNano) do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), da Faculdade de Ciências e Engenharia (FCE) da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (Unesp) Tupã e da Escola Senai Prof. Dr. Euryclides de Jesus Zerbini.

Saiba mais: https://ccdcircula.org.br/

ASSESSORIA DE IMPRENSA

Jaqueline Harumi – MTb 59.960/SP

Núcleo de Comunicação Científica do Ital

(19) 3743-1757 | jaqueline.harumi@sp.gov.br

VII ABCF Congresso destaca o papel das Ciências Farmacêuticas

A Associação Brasileira de Ciências Farmacêuticas (ABCF) realizará o VII ABCF Congresso, de 11 a 14 de novembro de 2024, no Centro de Cultura e Eventos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em Florianópolis.

O evento é realizado a cada dois anos e esta edição terá como tema “Pharmaceutical sciences in promoting technological innovation to guarantee healthcare access”, com base nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 3 e 9 definidos pela Organização das Nações Unidas (ONU) e na Estratégia Nacional para o Desenvolvimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde. Ambos os documentos colocam as Ciências Farmacêuticas como ponto fundamental para o desenvolvimento do país.

O ODS 3 (Saúde e Bem-estar) visa garantir o acesso à saúde de qualidade e promover o bem-estar para todas as pessoas, em todas as idades. Já o ODS 9 (Indústria, Inovação e Infraestrutura) visa construir infraestruturas resilientes, promover a industrialização inclusiva e sustentável e fomentar a inovação.

Além disso, o Congresso também traz para suas discussões as premissas e as ações decorrentes do Decreto 11.715.23, que estabelece a Estratégia Nacional para o Desenvolvimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde, criado com a finalidade de orientar os investimentos públicos e privados nos segmentos produtivos da saúde e em inovação, buscando soluções produtivas e tecnológicas para enfrentar desafios na área, reduzir a vulnerabilidade do Sistema Único de Saúde (SUS) e ampliar o acesso aos serviços públicos de saúde no Brasil.

Com base nesses fundamentos, o VII ABCF Congresso tem como objetivo ampliar o debate com pesquisadores, universidades e instituições científicas para integrar políticas públicas do setor e contribuir com soluções inovadoras oriundas das Ciências Farmacêuticas, promovendo troca de experiências, networking, discussões e atualizações essenciais entre pesquisadores, profissionais e especialistas.
As inscrições e submissão de trabalhos para o congresso podem ser feitas a partir de 6 de maio, por meio do site oficial do evento. Associados da ABCF têm quase 50% de desconto na inscrição.

Agenda

Inscrições: 06/05

Submissão de Resumos: 06/05 a 23/06

Prazo para Avaliação dos Resumos: 05/08

Prazo de pagamento da Inscrição para Confirmação do Resumo: 30/09

ABCF Congress – 11 a 14/11

Para mais informações e inscrições, visite o site oficial do evento em www.congress.abcfarm.org.br.

Sobre a ABCF

A Associação Brasileira de Ciências Farmacêuticas (ABCF) é uma organização dedicada à promoção e desenvolvimento das Ciências Farmacêuticas no Brasil. A ABCF tem uma história de compromisso com a excelência acadêmica e a inovação na área farmacêutica, a ABCF busca impulsionar avanços significativos no setor e contribuir para a melhoria da saúde e bem-estar da população.

Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto abre concurso para Professor Doutor

Concurso público de títulos e provas para provimento de 1 (um) cargo de Professor Doutor, referência MS-3, em RDIDP, junto ao Departamento de Análises Clínicas, Toxicológicas e Bromatológicas – área “TOXINOLOGIA”

Inscrições: de 01/03/2024 (a partir das 8h) a 29/04/2024 (até às 17h)

Os pedidos de inscrição deverão ser feitos, exclusivamente, por meio do link https://uspdigital.usp.br/gr/admissao no período acima indicado.