Ciência de dados permite a medicina de precisão

Inteligência artificial aumenta a eficácia de pesquisas sobre as patogêneses das doenças e auxilia na descoberta de possíveis alvos para fármacos


Helder Nakaya, palestrante

Pesquisadores brasileiros identificaram 63 medicamentos que têm como alvo 31 genes e, portanto, com potencial para serem testados no tratamento de transtornos psiquiátricos como Alzheimer, Parkinson, Huntington, depressão, ansiedade, bipolaridade, esquizofrenia e autismo. O resultado foi obtido após a correlação entre as informações sobre medicamentos (com uso já aprovado para outras doenças) e o potencial desses compostos de inibir ou ativar genes e desordens psiquiátricas e neurológicas. Além da lista de potenciais candidatos para o tratamento de desordens psiquiátricas e neurológicas, os pesquisadores também desenvolveram uma nova abordagem de triagem desses fármacos que poderá ser aplicada em outros estudos para diferentes doenças.

O trabalho só foi possível com o uso da bioinformática, ciência responsável por combinar a biologia, ciência da computação, estatística, matemática e engenharia para analisar, interpretar e processar dados biológicos. “Hoje as áreas das ciências médicas geram muitos mais dados do que somos capazes de analisar. Por isso, a bioinformática é essencial para retirar a informação necessária para desenvolver uma boa pesquisa, boas hipóteses ou revelar associações novas”, explica o coordenador do estudo Helder Nakaya, professor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP e professor adjunto da Emory University em Atlanta (EUA).

Seu grupo de pesquisa utiliza a bioinformática e tecnologias avançadas de genômica para desvendar o mecanismo de atuação das doenças. “Nosso laboratório usa tecnologias ômicas e análise de big data para fazer reposicionamento de fármacos e entender melhor as patogêneses das doenças com a finalidade de revelar possíveis alvos para fármacos e drogas. Também utilizamos a ciência de redes para ver como os genes e as drogas se conectam e saber como podemos intervir usando um fármaco”, detalha.

Helder aborda o assunto no V Congresso da Associação Brasileira de Ciências Farmacêuticas (ABCF), na palestra “Sua Saúde em Genes e Bytes: Como a ciência de dados permite a medicina de precisão”, no dia 2 de outubro, às 9h, na sala virtual 1. Os participantes receberão por e-mail o atalho para entrar nas salas e acompanhar as palestras e instruções para apresentação de trabalhos.

V Congresso da ABCF
De 1 a 3 de outubro
Inscrição: congresso.abcfarm.org.br
O Congresso é gratuito para associados. Para os demais participantes, o valor da inscrição é revertido em admissão como associado à ABCF.
Anuidade:
Graduandos (associados colaboradores): R$ 35,00
Pós-graduandos: R$ 85,00
Profissionais (incluindo pós-doutorandos): R$ 120,00

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